Gosto sempre de aldeias históricas, de Óbidos às aldeias francesas que são todas “a aldeia mais bonita de França.” Já se sabe que são turísticas, o horror. A pressão turística, a kitschificação e o falso típico são uma praga, mas ainda existem lugares que capitalizam o que existe sem fabricar pitoresco para se fazerem artificialmente interessantes. E garanto que Gamla Stan, “a ilha antiga” nessa Estocolmo nórdica, sofisticada e europeíssima, não tem menos tourist traps que estas aldeias-postal. Não gosto de mares de gente nem de lugares reduzidos à caricatura, mas também não gosto do teatro de antipatia contra o bonito e encantador, do atractivo tratado como um crime ou uma falta de gosto. Rocamadour, então.






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