Deslizes
Lisbon stories
In the light from conflagrations
In the light from conflagrations
In the light from conflagrations
"A special grace, self-forgetfulness, or a homeland." Como é sempre o caso comigo, a opção impossível é a única que está ao meu alcance. E, como é sempre o caso comigo, enquanto for a que mais me interessa, é porque não está tudo perdido.
In the light from conflagrations
O deus abandona António
Se, abruptamente, à meia-noite ouvires
um tíaso invisível a passar,
com músicas divinas e algazarra -
a tua fraca sorte, as tuas obras
frustradas, os teus planos que afinal
eram miragens, não os lamentes em vão.
Como se há muito pronto, como um bravo,
despede-te da Alexandria que te foge.
E, sobretudo, não te enganes, e não digas
que te mente o ouvido; não consintas
albergar essas ocas esperanças.
Como se há muito pronto, como um bravo;
como cabe a quem merece tal cidade,
vai, chega-te à janela resoluto
e ouve com emoção, mas não com
os prantos e os protestos dos cobardes,
num último deleite, os sons lá fora,
a divina toada do cortejo oculto e
diz adeus à Alexandria que vais perder.
Konstantinos Kavafis (trad. Manuel Resende)
A possibilidade da escrita
Arestas
Kitsch português / margem sul
Dá-lhes, Scorsese
Presciência & intenção
Detectives
Joan Margarit (1938 - 2021)
Cidade
Aceitamos (apesar das nossas esperanças, de forma mais ou menos ressentida) que mesmo nos fundos da imaginação não existe criação a partir do nada, e que o monstro mais sensacional é ainda uma soma de partes reconhecíveis. Gosto das enumerações e catalogações absurdas porque serão talvez do que mais se pode aproximar de uma criação absoluta e livre: são fios que se tecem por teimosia da vontade, sem o menor esforço de criar narrativas justificativas sensatas. O sentido vem sempre depois, e é sempre espantoso, e apanha-nos sempre de surpresa. Não sei se só no absurdo poderá haver este tipo de criação, ou se se trata apenas do poético por outro nome, nem me interessa muito transformar isto numa teoria. Sei apenas que há algo incrível neste ponto em que a vontade de ordenar o universo e a subjectividade mais alucinada se encontram.
A minha definição do sagrado
Notas de um bicho do mato
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I. The Wave in the Mind, Ursula K. Le Guin
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