O sagrado reconhece os lugares que lhe constroem mas é também o que se esquiva, e o que escolhe aparecer de surpresa. E se imagino que goste da câmara azul do barroco que está para lá da porta interior de madeira, acho que é no átrio de paredes brancas e pedra clara que dorme a sua sesta de gato enquanto nos espera. E é nas sombras e luz que aí se desenham, no ramo de flores simples que alguém deixou à porta e cujo significado desconheço e me comove, que me comovo. No interior da ermida a luz do átrio antecede e guarda a sombra azul trabalhada da câmara. No exterior é o azul, de cenho franzido em contemplação e dúvida, que rodeia uma arquitectura, na capela como no resto da ilha, que é um grito de branca alegria mediterrânea plantado no Atlântico.
♥
ResponderEliminar