Esta coluna de chuva que, vinda do horizonte, toma o mar, é irmã das colunas de fogo do Antigo Testamento. Sobre o areal as nuvens abrem. O mar ruge, indiferente a tudo, consumido por perguntas sem resposta, como um filósofo com insónias que não sossegaram com a chegada da manhã.
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