Escrita evocativa

“Ainda não conhecia videntes, nem o vitreator de Santa Maria, nem ouvira interromper-se, tão súbita quanto suavemente, a nota aguda da torre de vigia, em memória daquele que, atingido pelas setas dos tártaros, não pôde continuar a avisar do que se ia seguir”

João Bénard da Costa, Crónicas: Imagens Proféticas e Outras, vol. III 

Em Bénard da Costa costumo ligar mais ao conteúdo que à linguagem, já que por norma me parece que ele gosta demasiado de se estar a ver escrever — mas que frase. Podia ser o começo de um conto de Borges, cheio de antiguidades e de intuições fantásticas.

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