Este Natal decidi ver um episódio de Fanny e Alexander por noite até à Consoada. Foi uma boa decisão. É um conto de fadas que nunca se afasta do fantasma do mal, mas foi a coisa certa para aqueles dias. Porque há formas de lidar com essa presença que não passam nem pela desistência nem pelo vício da indignação. A manutenção da alegria, em que insisto tanto, também é isto: parar perante imagens e rostos que nos falam, guardar silêncio, deixar espaço para o maravilhamento.

.jpg)
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário