Transumância

Diz Austerlitz no romance de Sebald: 

“...there is something illusionistic and illusory about the relationship of time and space as we experience it in travelling, which is why whenever we come home from elsewhere we never feel quite sure if we have really been abroad”. 

Austerlitz
é dos meus livros favoritos, mas eu funciono de maneira quase oposta e quando venho de viagem é o mundo do regresso que me parece irreal, e essa sensação mantém-se por muito tempo. Não sei, aliás, se algumas vez desaparece ou se só se acalma; e para o conseguir tenho de me pôr em movimento outra vez nos dias seguintes, uma errância de uma tarde pelas ruas da cidade mais próxima, uma caminhada pela serra, algum tempo junto ao mar quando ele está perto, qualquer coisa que permita uma travagem suave. Neste assunto vou mais pelo Tarkovsy em Tempo di Viaggio: 

“The things that I saw yesterday seem as if I saw them a week ago. About our journey that was a month ago, I feel as if it was just a moment ago.”


(Lembrei-me do Tempo di Viaggio por causa da Teresa.)
 

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