Projecção permanente e intransigente nos outros da culpa e vergonha que sentem acerca da própria vida; projecto de punição e destruição moral dos culpados (e como a culpa é absoluta, o castigo é absolutamente merecido, e justifica todas as crueldades); recusa em reconhecer que se tem agência e que sim, há coisas que temos de fazer sozinhos; recusa em reconhecer que certas coisas sentidas como pressões sociais são na verdade auto-impostas; mitomania interna auto-justificativa. Este ano testemunhei onde tudo isto leva: a uma psicopatia de baixa funcionalidade, miserável e triste na sua monstruosidade, na sua solidão.

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