A Europa arde às mãos do ressentimento enquanto pose de sofisticação intelectual e moral, que instrumentaliza as tragédias da habitação, saúde e educação com o mesmo à-vontade com que instrumentalizou Palestinianos ou Iranianos; às mãos dos idiotas úteis do imperialismo Russo; de jovens que só encontraram raízes e razões nesse ressentimento, glorificado pelos dois primeiros e instrumentalizado pela versão colonialista do Islão; e de uma direita que não parece ter meio termo entre uma vergonha comatosa e a boçalidade mais abjecta, à venda por uma quantia módica de rublos, ainda por cima.
Enquanto isso, os iluminados do costume pegam-se a discutir o que é que as pilhagens da Louis Vuitton permitem ou não concluir sobre “simbologia” e sobre a consciência de classe e o empenho marxista dos vândalos, mas seja como for todos concordam que “a culpa é do capitalismo”. Perdoem-me a franqueza, mas eu quero é que estes bizantinos se fodam. Haja paciência para as punhetas do tédio e do amuo, do narcisismo intelectual.
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