É de João Barrento este disparate, mas na mesma introdução a “Parábolas e Fragmentos”, colectânea de textos curtos de Kafka, Barrento enuncia esta frase que é sobre literatura mas que podia ser um programa de vida. Não anda longe do que diz Karen Armstrong na introdução a Tempo de Silêncio de Patrick Leigh Fermor, quando observa que ao contrário da tese de Fermor, o que sustenta a vida monástica não é a crença mas o comportamento, o gesto silencioso e repetido, e que é ele que abre para a transcendência e para o significado. É isto: a primazia do gesto no silêncio, Monja apócrifa, feroz e militantemente apócrifa, mas monja.
Sem comentários:
Enviar um comentário