terça-feira, 24 de março de 2026

Llansol, a minha Isabôl

De regresso ao maravilhamento e à frustração. Foi com ela que aprendi uma das minhas expressões favoritas para o meu instinto mais antigo: a manutenção do fulgor no quotidiano. A independência e hermetismo do universo de Llansol são o seu maior triunfo (como se diria em inglês: “she's entirely her own person”), mas também o maior obstáculo, e a leitura torna-se pesada e sem rumo com facilidade. Poucos universos e linguagens me são tão próximos (talvez ainda mais que os de Borges e Woolf), mas já aprendi que um livro de Llansol se lê em duas vezes,de preferência com meio ano entre cada metade da leitura. Até porque me bastam duas páginas do seu Livro de Horas para começar a falar em Llansolês, e depois é esquisito para toda a gente.


Sem comentários:

Enviar um comentário