Convém dizer que a imagem do sagrado numa gaveta não é minha; é uma apropriação de uma das minhas frases favoritas do Cortázar, que já aqui citei, retirada de um elogio a Lezama Lima feito em A Volta ao Dia em 80 Mundos:
“a minha própria leitura de Paradiso, tal como de tudo o que eu conheço de Lezama, partiu de não esperar algo pré-determinado, de não exigir novela, e por isso a adesão ao seu conteúdo fez-se sem tensões inúteis, sem esse protesto petulante que nasce ao abrir-se um armário para tirar de lá uma marmelada e encontrar-se no seu lugar três casacos de fantasia.”
Quando descobri o Cortázar que havia para lá da Rayuela (sem desmérito para a Rayuela, talvez dos livros que mais reli) foi tanto o entusiasmo, li tanta coisa de seguida, que depois estive anos sem o ler. Regressei agora, com o Último Round, que é uma espécie de irmão d'A Volta ao Dia em 80 Mundos, e que saudades tinha do Cronopio Mayor.
“a minha própria leitura de Paradiso, tal como de tudo o que eu conheço de Lezama, partiu de não esperar algo pré-determinado, de não exigir novela, e por isso a adesão ao seu conteúdo fez-se sem tensões inúteis, sem esse protesto petulante que nasce ao abrir-se um armário para tirar de lá uma marmelada e encontrar-se no seu lugar três casacos de fantasia.”
Quando descobri o Cortázar que havia para lá da Rayuela (sem desmérito para a Rayuela, talvez dos livros que mais reli) foi tanto o entusiasmo, li tanta coisa de seguida, que depois estive anos sem o ler. Regressei agora, com o Último Round, que é uma espécie de irmão d'A Volta ao Dia em 80 Mundos, e que saudades tinha do Cronopio Mayor.
Sem comentários:
Enviar um comentário