Uma carta no Inverno
Civismo do século XXI
Gabinete de Curiosidades
Zelig
«Who was this Leonard Zelig that seemed to create such diverse impressions everywhere? All that was known of him was that he was the son of a Yiddish actor named Morris Zelig, whose performance as Puck in the Orthodox version of "A Midsummer Night's Dream" was coolly received. The Elder Zelig's second marriage is marked by constant violent quarrelling. So much so that although the family lives over a bowling alley, it is the bowling alley that complains of noise. As a boy, Leonard is frequently bullied by anti-Semites. His parents, who never take his part and blame him for everything, side with the anti-Semites. They punish him often by locking him in a dark closet. When they are really angry, they get into the closet with him. On his deathbed, Morris Zelig tells his son that life is a meaningless nightmare of suffering and the only advice he gives him is to save string.»
(Woody Allen com um toque de Monty Python. Que bom rever esta pérola, especialmente numa altura em que o humor anda tão mal tratado.)
Filmes de Domingo à noite | The Third Man (1949)
E
contudo
esse mundo de sombras a que também pertenço
existe. Sinto-o. Às vezes
aflora nos meus olhos e
murmura ao vagar dos dedos
palavras, obscuros traços que não entendo, e
a ideia de vir um dia a compreendê-los faz-me
temer. Também tu, eu sei,
ouves as vozes desse mundo
e reconheces que
a viagem para o exacto lugar onde se encontram
começa, começou há muito.
João Miguel Fernandes Jorge, Esse mundo de Sombras
Middlemarch
Fanatismos antigos e novos
«they are a narrow ignorant set, and do more to make their neighbours uncomfortable than to make them better. Their system is a sort of worldly spiritual cliqueism: they really look on the rest of mankind as a doomed carcase which is to nourish them for heaven.»
George Eliot, Middlemarch
“e tu dizes «que maravilha, que maravilha», como dizes a tudo o que é novo, te abriga e não obriga, «tu de vidro». E tu de vidro e carne nova dás teu espaço à noite e teu passado, tagarelas a entrada, minuetas tuas cercanias nunca próximas de gente, a gente das letras, os desapalavrados disto, os objectos marcados pelo tu deixá-los lá, a tua antiguidade, porque tu és a mais antiga e a mais nova”
Três Marias, Novas Cartas Portuguesas
Cidade
Cidade
Virginia Woolf, The Waves
Fendas
Somos nós essas fendas por onde entra uma outra cidade, e é por isso que os seus donos precisam tanto de rir tão alto, de forma tão boçal, quando passamos por eles, como se partilhassem uma piada à qual não temos direito, como se essa piada fossemos nós. Tanto medo, meu Deus, em quem só consegue gozar uma coisa se puder pôr uma cancela à entrada, tanto pânico tão mal escondido ao perceberem que não funciona.
Lisboa
A Biblioteca na Floresta
De nada nem de ninguém
Herberto Helder, 1964 [em entrevista a Fernando Ribeiro de Mello, via Istmos]
Que lugar
Setúbal
De nada nem de ninguém
Autoridade
«Uma das primeiras coisas que impressiona num romance é realmente o bem escrito. E o bem escrito
deriva de um carácter; se uma pessoa é autoritária imediatamente quer
escrever bem. E essa autoridade transmite-se ao leitor, sem dúvida
nenhuma. O escritor denuncia essa autoridade no escrever bem, exige de
si próprio escrever bem, e ao mesmo tempo intima a aceitarem esse bem escrito.»
Agustina Bessa-Luís (aqui)
Classificar
Mester
Manual de escrita n.º 245
mas é na técnica. nunca a inspiração
me deu fosse o que fosse. nem um grito.
feito a sanguínea, prefiro-me artesão.
escrevo e rasuro, volto a escrever, repito...»
Vasco Graça Moura, retrato em causa própria
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