Lisboa

Ah, minha pobre Lisboa, vagamente ridícula, que só sabes ser boa para os turistas e os snobs. Uma cidade que não tem mais que circo para dar, porque os burguesinhos que só sabem brincar aos intelectuais e aos alternativos em bolha fechada a preferiram vazia e em ruínas, se o preço de a ter viva era deixá-la acessível à ralé — que chegou na mesma, pouco incomodada com os seus olhares de desdém. Ah, minha pobre e ridícula Lisboa, que só consegues escapar ao circo e à pretensão nas frinchas, nas fendas, que só aí encontras uma ideia de ti mesma que talvez algum dia valesse a pena realizar.

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