Continuo sem saber muito bem onde fica o limite entre a sensibilidade e o dramatismo, a partilha e a sobre-exposição. Como se não bastasse, 2017 deu-me uma tareia grande. Mas depois olho para o que escrevi no princípio dos vinte, ou para estes auto-retratos que estão guardados a ganhar pó numa gaveta há seis anos, e penso que nessa altura a insegurança não era menor - o que havia era um espírito combativo, uma predisposição para correr riscos e para acreditar na recompensa da audacidade, que os anos me fizeram perder. Portanto, aproveito a aproximação de mais um aniversário - tão colado, como sempre, ao início de um novo ano, e cada vez mais perto do meio dos trinta - para me relembrar que foi sempre nos contratempos em que, ao contrário do que o bom-senso e a minha cobardia me diriam, decidi arriscar tudo, sem garantias, que tive os meus momentos mais criativos ede maior crescimento.
Tiro da gaveta estes auto-retratos de que gosto muito. Mais do que o risco inerente à exposição (que também sinto), assumo o risco de acreditar que podem não ser totalmente desprovidos de valor.
Tiro da gaveta estes auto-retratos de que gosto muito. Mais do que o risco inerente à exposição (que também sinto), assumo o risco de acreditar que podem não ser totalmente desprovidos de valor.



Só não dou os parabéns adiantados porque isso não se faz.
ResponderEliminarSão uns belos auto-retratos, pelo menos fotograficamente falando. Quanto dirão de ti, não sei, mas a composição, a luz... ��
Obrigada!*
EliminarInês, que post tão bonito! :')
ResponderEliminarÉ incrível a sensação de identificação que senti ao ler as tuas palavras... aprendi este ano que as coisas que mais quero estão do outro lado do medo mas há alturas em que a sensação de pânico é tão avassaladora... Desejo-te um óptimo ano novo!*