Hoje li uma passagem de Beckett que dizia "E inventam-se escuridões" e pensei que sim, inventamos escuridões pequeninas, manejáveis, pequenas epopeias a que controlamos o fim, como forma de fazer frente à escuridão maior que são o caos e o sem-sentido, e esse medo fininho de que não haja um lugar onde nos reconheçam, e a que se possa chamar Casa.
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