Precisamos de uma verdade luminosa que seja caminho
e de fontes que cantem numa linguagem
a um tempo transcendente e compreensÃvel.
E não importa se a nascente está no céu
ou num reflexo da água,
Desde que a sede não nos abandone
e os caminhos não nos expulsem.
e de fontes que cantem numa linguagem
a um tempo transcendente e compreensÃvel.
E não importa se a nascente está no céu
ou num reflexo da água,
Desde que a sede não nos abandone
e os caminhos não nos expulsem.
Soube hoje que morreu no final de Janeiro a LuÃsa Cortesão. Seguia as suas fotografias desde os tempos do Fotolog, e gostava muito daquelas imagens simples, aparentemente banais, mas com uma capacidade de fascÃnio que nunca soube bem explicar. Gosto especialmente da maneira como ela fotografava o mar e praia, e da maneira ao mesmo tempo cheia de humor, ternura e pertença com que fotografava certas pessoas e os seus lugares. Nos tempos maiores do Flickr, ela fez parte do pequeno grupo de pessoas que me ensinaram a olhar. Vai fazer falta, a bruxa boa.
Lisboa | Janeiro 2016
Trinta e dois. Passeio sob chuva miudinha. Conversa ininterrupta. Luz coada e chá de limão. Um bule asiático. Trocar passagens de livros. Um restaurante indiano. Lugares que voltam a ser casa. Pessoas que sempre o foram.
Thirty two. Walking under a drizzle. Talking for hours. Muted light & lemon tea. An Asian teapot. Exchanging book quotes. An Indian restaurant. Places that are home again. People that never cease to be it.













