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Monday, July 31, 2017

Eu colecciono Bibliotecas (V) Camões

Lisboa | Julho 2017


Biblioteca Camões, em Lisboa.

A Biblioteca

Biblioteca Camões | Julho 2017

Saturday, July 8, 2017

Wednesday, June 28, 2017

Elevador

Lisboa | Junho 2017


"Há a procura deliberada do excepcional e há aquilo que aparece inesperadamente e que só se revela quando a fotografia foi revelada. As maneiras como isto acontece não têm importância e se uma irrupção não procurada é talvez mais bela e mais intensa, também é bom que o fotógrafo pára-raios saia para a rua com a esperança de a encontrar; qualquer provocação de forças não legisláveis alcança alguma vez a sua recompensa, embora possa acontecer de surpresa e, inclusivamente, como pavor."
"Janelas Para O Insólito", in Papéis Inesperados, Julio Cortázar

Entrei no prédio atraída pelas portas vermelhas; encontrei as silhuetas de luz e sombra do velho elevador. Creio que tive a minha recompensa - embora tenha voado para fora do edifício assim que ouvi uma chave girar numa porta.

Thursday, May 26, 2016

átrio

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Lisboa | Maio 2016


Um dia baterei às portas fechadas por trás das quais imagino salas luminosas de grandes janelas, estantes de livros do chão ao tecto e sofás velhos e confortáveis. Por enquanto subo as escadas às escondidas, à procura da luz que me chama derramando-se das clarabóias, e da beleza despreocupada do pó que paira sobre a tralha esquecida no vão do último andar.

Thursday, May 19, 2016

Saturday, May 14, 2016

Raízes imaginárias

© Inês C. | Maio 2016

Raízes imaginárias

Lisboa | Maio 2016

Cidade

Percorres devagar as ruas de Lisboa, procuras algo novo, por vergonha de admitir que desejarias apenas a permanência das coisas que um dia te deram de beber. Procuras poetas novos que te validem, mas eles apenas provam a tua insuficiência, mesmo agora que reencontraste os teus Sinais.
Podes convencer-te que este texto é apenas treino, e que portanto não faz mal que seja mau, podes andar pelas ruas da Cidade e encontrar até algo que te sossegue. Só não podes voltar a Casa.

Porque ela nunca foi tua
Porque ela se perdeu
Porque ela já não existe
Porque ela nunca existiu
Porque não a tens.

Lá fora chove cá dentro escrevo

Lisbon & books
© Inês C. | Maio 2016

Lá fora chove cá dentro leio

it's still raining, I'm still reading

© Inês C. | Maio 2016

Saturday, May 7, 2016

Lá fora chove

  Hoje fui ao médico. Estava no consultório quando começou a chover, e o cenário do lado de lá da janela emprestava definição ao lado de dentro, tornava as coisas e as conversas mais quentes e habitadas. Sempre gostei daqueles prédios antigos de tectos altos e cheios de frisos, das janelas compridas com vidraças e varandins, do ranger da madeira no soalho e nas escadas. Toda a casa parece viva e os sons, as madeiras a estalar e até as fissuras na tinta velha são como um respirar.
   Esta tarde, com a chuva lá fora a ressoar nos telhados da Sé, pareceu-me que os dois lados da janela se validavam um ao outro. Eu existi para ver a chuva cair, para revestir de dignidade as casas velhas, as árvores mudas e a calçada, para devolver poesia à rua um pouco triste. E a chuva caiu para que eu não me perdesse. O Outono desassossegou as pessoas na rua para que, no lado de dentro da casa, eu não perdesse o meu lugar interior e não perdesse a minha união com as coisas. Houve um espelho nas poças e nas gotas que caíam dos beirais onde os pombos se abrigavam, para que eu fosse clara como água e o mundo transparente ao meu olhar.
  Chamaram-me para ser atendida e quebrou-se o encantamento, mas a chuva ficou. E só quando parou é que me lembrei que não tinha guarda-chuva.



rainy days make me think of old buildings in old city streets
© Inês C. | Abril 2014

Monday, April 11, 2016

Império (ao Largo de São Carlos)

Lisboa | Março 2007


É tempo de voltar a empurrar as portas mal fechadas em prédios antigos, de procurar a luz das clarabóias no último andar, de me colar às paredes antigas, numa ânsia de significado que nos transfigure. De procurar as raízes imaginárias e de me efabular.

Raízes Imaginárias

Procuro
raízes imaginárias
que me liguem definitivamente
às cidades invisíveis
que só sei habitar de vez em quando,
que fixem no espelho
a prata que me foge do corpo
assim que admito que este perfume
também me pouse na pele.
A Severa,
com o seu manto azul-arroxeado,
só por vezes me permite que a siga
nos labirintos criadores que fervilham no mistério
das coisas,
e eu perco-me ainda, quando só,
até nas dores quotidianas, mães da mais elementar
criação poética.
Procuro então raízes imaginárias
que evitem o exílio
quando o peso dos dias
e das ruas vazias de significado
torna mais difícil
gravar pássaros na pele
e andar pelos bairros velhos em dias de chuva.
Houvesse nas minhas páginas
e nos meus passos
as mesmas aguarelas
de verdades e poesia e cidades reveladas
que sempre só quase vejo.

Saturday, March 19, 2016

Sunday, February 7, 2016

Trinta e dois

Fábulas
Lisboa | Janeiro 2016


Trinta e dois. Passeio sob chuva miudinha. Conversa ininterrupta. Luz coada e chá de limão. Um bule asiático. Trocar passagens de livros. Um restaurante indiano. Lugares que voltam a ser casa. Pessoas que sempre o foram.

Thirty two. Walking under a drizzle. Talking for hours. Muted light & lemon tea. An Asian teapot. Exchanging book quotes. An Indian restaurant. Places that are home again. People that never cease to be it.

Monday, July 20, 2015

Quiet night out

Lisboa | julho 2015


A luz dourada do entardecer sobre Lisboa e o rio. Passear nas ruas da baixa ao lusco-fusco, e como eu gosto das ruas antigas das cidades em noites de Verão. Sushi num cantinho tão simples quanto bom. Um café de decoração densa e acolhedora, onde apetece ficar muito tempo na conversa ou sozinho com um bom livro e headphones. A livraria Sá da Costa, aberta de noite.


Walking around in the golden summer light of the city at dusk, good sushi, a dark and cozy coffee shop and a second hand bookstore that is open at night.