Thursday, September 27, 2018SilverTree
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Setembro 2018

os meus lugares

Thursday, September 27, 2018SilverTree
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Setembro 2018


Xisto, musgo, riachos, vestígios da vida. A Beira-Baixa do meu coração.

Baús

Wednesday, September 26, 2018SilverTree
old chests
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Setembro 2018


Caixas velhas de madeira, náufragas de outros usos, que a minha Avó usava como baús. Têm cartas, livros, fotografias, bocados de tecido, agulhas e alfinetes, sabonetes, naperons, panfletos de devoção e tanto mais. Tanto da história e do coração da minha família aqui.

Raízes

Wednesday, September 26, 2018SilverTree
fallen tree
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Uma espécie de homenagem

Wednesday, September 26, 2018SilverTree
Janeiro 2007


Dos arquivos, em homenagem a Helena Almeida. Sem pretensões, e com gratidão.


Helena Almeida (1934 - 2018)

Wednesday, September 26, 2018SilverTree
Foi, juntamente com Francesca Woodman, uma das minhas maiores inspirações quando comecei com esta coisa dos auto-retratos. Ainda este fim de semana pensava que tinha de voltar às brincadeiras com séries e iterações, que gostava tanto de explorar e que deixei para trás, nem sei bem porquê.
E como se não bastasse o seu trabalho extraordinário, nunca li uma entrevista dela que não me deixasse a sorrir, e ainda mais quando falava da cumplicidade com o marido, e da forma como ele a ajudava na parte prática das fotografias; como alguém que ainda hoje só consegue brincar aos auto-retratos com a porta do quarto fechada, a Helena Almeida ensinou-me uma coisa ou duas acerca da confiança e da vulnerabilidade, da liberdade e do sentido de jogo. Obrigada.


***

Às vezes parece que há um diferendo entre aquilo que pensou e aquilo que os críticos vêem nas suas obras.

O que eles vêem no meu trabalho muitas vezes não coincide absolutamente nada com o que quero e outras vezes coincide e ultrapassa.



A Isabel Carlos falava num acto sacrificial perante o altar de Veneza...

Mas não era. É uma obra aberta.



Mas se a Helena não fala do seu trabalho, é normal que cada um o interprete a seu modo...

Sim, mas se não falo é porque não sei. Acho que era amor ao atelier. ...Era amor ao meu pai por ter trabalhado aqui, por eu estar a trabalhar aqui."


(...)


Quando o seu marido entra nos seus trabalhos o que nos está a querer dizer?

Naquela imagem do banco, o banco é pequenino. Estamos agarrados um ao outro de uma maneira desesperada. É como se houvesse um buraco negro à nossa volta. É mesmo um buraco negro.



Sentia isso?

Sentia necessidade de o fazer, porque um de nós vais morrer antes. ["O quê?", pergunta Artur Rosa.] Nada! ["Um de nós o quê?", insiste Artur Rosa.] Um de nós vai COMER antes! Era esse o sentido. E é isso que lá está. O banco é estreito. É muito estreitinho."

(excertos de uma entrevista ao Expresso, a 8 de Outubro de 2016)

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