Primavera

Sunday, March 19, 2017SilverTree
Quando os apeadeiros de comboios voltam a ser abrigos, no silêncio luminoso do meio-dia. Na mão um pequeno livro muito amado. Música nos ouvidos. As primeiras papoilas, inesperadas, num mar de erva alta e margaças amarelas.

"We don't know"

Saturday, March 18, 2017SilverTree
Sabemos um pouco.
Sabemos a luz e o silêncio,
o suficiente para querermos saber tudo
o que cabe entre os dois.


A partir daqui.

Etty Hillesum

Wednesday, March 8, 2017SilverTree
Etty Hillesum
Março 2017


Um dos meus objectivos a longo prazo é conseguir, um dia, escrever alguma coisa relevante acerca de Etty Hillesum, Cristina Campo e Simone Weil, com Virgina Woolf a acenar-me lá ao fundo.
Nos diários e cartas de Etty Hillesum os caminhos da busca e construção do eu são expostos sem filtro, em carne viva, desde os momentos de optimismo triunfante até à depressão e incapacidade. E no fim, acima de tudo, fica o modo como ela, judia em Amsterdão na Segunda Guerra Mundial, sabendo que a esperava o campo de concentração, viveu com uma fé inabalável na celebração da vida e da beleza. Se houver alguém capaz de responder a Adorno, talvez seja ela.

One of my goals in life is to write something worthwhile about her, Cristina Campo and Simone Weil, with Virginia Woolf waving at me in the background.
Hillesum's journals and letters are a very powerful read: the construction of the self is shown in all its rawness, all the pangs and pains of self-awareness. It's also incredibly powerful to witness someone in her place and context (a jew in amsterdam, in WWII, who pretty much knows she's going to end up in a concentration camp), professing such a unmovable love for life and beauty. If someone might ever answer to Adorno, maybe it's her.

silver side

Saturday, March 4, 2017SilverTree
Março 2017

Auto-retratos | Self portraying

Saturday, March 4, 2017SilverTree
Março 2017


Há já algum tempo que tenho vontade de voltar aos auto-retratos, mas continuo a adiar o momento. Foi algo com que experimentei muito nos meus vinte e poucos anos, mas com o tempo tornei-me muito reticente em relação ao que partilho. Há uma linha tão fina entre sensibilidade e dramatismo, auto-expressão e egocentrismo, partilha e sobre-exposição. E no entanto essas experiências foram tão importantes para me ajudar a controlar a falta de amor próprio, a solidão, e até um coração partido.
Hoje volto a sentir a necessidade de me efabular e aí vou eu, de novo pelo meu silver side.

I've been meaning to return to self portraits for so long, but I keep postponing it. I've played around with selfportraying quite a bit in my early twenties, but I've grown more cautious about what I share. There is such a thin, thin line between sensibility and drama, self-expression and vanity, sharing and over exposing. Yet in the past it has played an important role in my life, helping me deal with lack of self confidence, loneliness and even heartbreak. Now once again I feel the need to fabulate myself, so here I go again into my silver side.

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